quinta-feira, 31 de março de 2011

Crescimento Evangélico no Brasil

Quando falamos de crescimento do povo evangélico em nosso país devemos ter em mente alguns aspectos importantes para nós hoje e que pode dar um vislumbre de nosso futuro. No Brasil hoje existem 1133 cidades com menos de 5 % de evangélicos e 71 cidades com menos de 1% de evangélicos. Curiosamente nove cidades das onze cidades com nenhum evangélico encontram-se no Rio Grande do Sul e a cidade mais evangélica do Brasil também. Quinze de Novembro conta com 80,37% de evangélicos em sua população. Muito embora pareça um dado animador, a grande maioria desses evangélicos são nominais, descendentes principalmente de luteranos alemães. Outro dado importante no estado mais meridional da nação é que 23 das 71 cidades com menos de 1% de evangélicos estão lá, principalmente no que conhecemos como “Serra Gaúcha”. Outro dado a se lembrar é que esse crescimento não é homogêneo nos aspectos geográfico, social e eclesiológico. Em termos geográficos podemos dizer que alguns estados têm uma taxa de crescimento anual maior que outros como é de se esperar. O estado de Roraima cresceu anualmente mais de 13% e chegou a 46,8% da população evangélica. Isso o torna proporcionalmente o estado mais evangélico da nação. Por outro lado, o Rio Grande do Sul cresceu apenas 3,1% anualmente, menos que a metade da média nacional que foi de 7,4%. Em termos sociais, os evangélicos cresceram em todas as classes sociais, contudo se expandiu mais entre as classes C e D. Isso sempre foi uma verdade, e ao que parece deve continuar se expandindo dessa forma, por causa do grande crescimento da população nessas classes. Em termos eclesiológicos, tivemos um grande crescimento principalmente entre os pentecostais e neo-pentecostais. Entre os pentecostais, o crescimento se dá ainda dentro dos moldes de missão tradicional, com crescimento expansivo principalmente com a plantação de novas igrejas. Entre os neo-pentecostais o crescimento se dá principalmente através de meios de comunicação em massa, como rádio e televisão. Contudo o crescimento ainda traz preocupações teológicas. Isso se dá porque o crescimento conceitual não avança na mesma proporção do crescimento numérico. Enquanto a igreja evangélica brasileira caminha a passos largos em termos numéricos o mesmo não se dá no conhecimento teológico. Somos uma igreja com quilômetros de extensão, mas centímetros de profundidade. Essa falta de conhecimento conceitual aparece de três formas: o primeiro é o aumento assustador dos “sem-religião”. Essa classe de pessoas nominada dessa forma pelo IBGE chega hoje a mais de 10% da população, mas não significa que não crêem em Deus. São pessoas decepcionadas com a instituição, com as formas de culto e outros. Outra forma que denota a falta de conhecimento teológico é o forte sincretismo com a religião romana e com o espiritismo. Embora muitos líderes não admitam, o tempo acabou por demonstrar isso: são copiadas a estruturas, nomes, usos e costumes do romanismo e do espiritismo. E ainda se tentam encontrar versículos bíblicos para justificar tal prática. Em último lugar, a falta de crescimento denota-se pela parca e insignificante ação missionária. Quando os evangélicos eram em torno de 13 milhões tínhamos 880 missionários trabalhando em missões transculturais. Depois de pouco mais de 20 anos somos 40 milhões com apenas 3.200 missionários transculturais. Embora tenha os dois tenham crescido no mesmo ritmo, a partir do ano 2000, isso caiu vertiginosamente. Hoje existe apenas um aumento de 3,5 % em números de missionários enviados anualmente. O que fazer diante de tal realidade? Algumas ações práticas podem mudar a realidade de nossas comunidades e também de nossa nação. A primeira dessas ações á a intercessão. Cremos que a oração a nível estratégico, objetiva, apaixonada diante do Senhor pode romper fortalezas e mudar as estruturas. Nos últimos anos temos visto uma enxurrada de denúncias acerca de diversas atividades ilegais em nosso país. Creio efetivamente que isso tem se dado pelo clamor de um povo que se chama pelo nome do Senhor (2 Crônicas 7:14). Se o povo de Deus se comprometer em orar para que essa realidade evangélica em nosso país alcance o nível que Ele deseja, cremos que isso acontecerá. Outra atitude que devemos ter é divulgar esses dados ao maior número de irmãos, igrejas e instituições que conseguirmos. Como diz o profeta Oséias: “meu povo se perde porque lhe falta o conhecimento” (4:6). Se tornarmos esse conhecimento disponível às pessoas podemos gerar uma paixão pelas pessoas que estão necessitando do Evangelho nesses lugares. Eu não tenho medo do mal dos injustos, mas sim da omissão dos bons. Podemos agir também indo a esses lugares ou organizando caravanas em nossas comunidades, com o intuito de conhecer, orar e evangelizar esses lugares. Outra forma é contribuir financeiramente com agências missionárias que estão focadas nessas necessidades. Dessa forma, podemos alcançar as pessoas sem estarmos lá

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